Vereadores sobem o tom contra a LafargeHolcim



Os vereadores da Câmara Municipal de Barroso subiram o tom contra a cimenteira multinacional LafargeHolcim, que tem unidade na cidade. 

As críticas foram feitas na Reunião Ordinária do Legislativo que aconteceu na noite dessa quinta-feira (21). Os vereadores criticaram a empresa que, segundo eles, não está dando atenção devida ao município, onde ela explora calcário há anos. 

As criticas tiveram início quando o vereador Állan Campos (PSDB), criticou a empresa que não estaria apoiando um projeto que está sendo realizado na Praça Gisela Coutinho, no Bairro da Praia. 

Tão logo a presidente da Associação da Praia, Elza Gonçalves, usou da Palavra do Cidadão para falar do projeto de recuperação da Praça e pedir ajuda listando os materiais, o vereador Állan, parabenizou a atitude, mas "lembrou" que a Praça é da LafargeHolcim. "Vamos ter que arrumar a Praça da LafargeHolcim?. Será que nem uma praça eles podem arrumar para Barroso?", ironizou o vereador que cobrou da empresa um olhar de mais atenção para Barroso. 

Neste embalo, outros vereadores também fizeram duras críticas e ainda lembraram que a cimenteira está investindo cerca de R$600 mil no terminal em Barbacena. "É assim que eles tratam as pessoas que os questionam ou incomodam", disse Anderson de Paula (PP), que contou uma história de perseguição por parte da empresa ainda quando ele tinha um estabelecimento no Bairro do Rosário. "Eu tinha um bar da minha família e depois que junto a outros moradores fiz uma denúncia sobre um carga tóxica que vazou de um caminhão na época, eles proibiram os funcionários de entrarem no bar", conta o vereador. 

Leone Nascimento (PP) também foi enfático e disse que breve, depois que acabar a extração de calcário na cidade vai sobrar uma banana para os barrosenses. "Eles vão deixar aqui buraco e uma banana bem grande para os barrosenses", disse. 

Já o Presidente Eduardo Pinto (PV), também disse, que na conversa que teve com o Gerente Juliano Menezes, no mês passado, deixou claro que a Câmara cobrará a empresa sempre que entender que suas atividades estejam afetando a população. E ressaltou que sua Presidência já tem tomado medidas de fiscalização na área ambiental, tributária e social.

A Reunião Ordinária da Casa durou cerca de duas horas e foi transmitida em caráter experimental pelo Facebook. Na fanpage os internautas ressaltaram a atitude dos vereadores e parabenizaram pelas palavras. "É louvável ver que os nobres vereadores barrosenses estão em uníssonos contra este abuso do poder econômico da LH", disse um dos internautas que acompanhava a reunião. 

Para ver os comentários acesse a fanpage da Câmara, clique aqui.